As notícias envolvendo a comunidade LGBT em países do Oriente Médio não costumam ser boas. Em muitos países dessa região geográfica, ser homossexual, bi ou trans é considerado um crime. Irã, Iraque, Arábia Saudita, Emirados Árabes, Líbano, Turquia e Catar são alguns exemplos de países que contam com leis que criminalizam a relação sexual entre duas pessoas do mesmo gênero.

O conservadorismo dessas nações levanta a incerteza sobre a segurança de turistas gays no Oriente Médio. Acontece que em cada país existe um cenário diferente. Em determinados lugares, mesmo existindo leis para repreender quem se relaciona com pessoas do mesmo gênero, os policiais não estão nas ruas para identificar quem é gay e levá-los para a cadeia.

Em países como o Irã e o Iraque, por outro lado, o cenário é um pouco mais delicado. Existe uma forte repressão e perseguição aos LGBT nesses países, o que faz com que muitos cidadãos de lá acabem se refugiando por causa de suas orientações sexuais. Turistas gays no Oriente Médio que decidirem passar por esses país estarão, certamente, correndo mais riscos.

O grau de segurança para os turistas homossexuais, portanto, vária de país para país. A dica mais importante para evitar qualquer situação homofóbica é se informar sobre como os viajantes gays costumam ser recebidos no destino escolhido. No geral, é recomendado evitar demonstrações de afeto em público. Em alguns lugares, isso é proibido, inclusive, para casais heterossexuais.

Emirados Árabes Unidos

Os Emirados Árabes Unidos são um dos destinos no Oriente Médio mais procurados por turistas em geral. A cidade mais famosa e visitada do país é Dubai, uma selva de pedra em pleno deserto que nasceu, praticamente, do nada. Em poucos anos, o espaço que era só areia se transformou na metrópole que conhecemos hoje.

Apesar de ser um país muito visitado e ter algumas cidades cosmopolitas, a cultura do país é bem estrita quando o assunto é homossexualidade. Nesse aspecto, trata-se de uma nação conservadora a ponto de ainda manter leis que criminalizam o sexo entre pessoas do mesmo gênero.

Isso, no entanto, não significa que gays não devam viajar para lá. Pelo contrário! Em Dubai, existem certos ambientes considerados LGBT, mas eles costumam ser discretos. Nada de divulgações escancaradas de festas gays, por exemplo. Os grandes hotéis da área moderna são os espaços mais acolhedores para os homossexuais, já que eles pertencem a redes internacionais e recebem pessoas do todo o mundo.

Nas ruas, para garantir a sua segurança, basta evitar beijos ou andar de mãos dadas com o seu parceiro ou a sua parceira. Essa regra também vale para os heterossexuais. O governo de Dubai já até publicou um guia especificando aos turistas quais são os comportamentos considerados inapropriados pelas autoridades locais. É bom lê-lo antes da viagem para evitar qualquer confusão. A situação é tão estrita que, alguns anos atrás, um casal britânico heterossexual foi preso por se beijar em um restaurante em Dubai.

Capital Gay do Oriente Médio

Existem extremos quanto ao grau de segurança para os turistas gays no Oriente Médio. Enquanto alguns países existem perseguições intensas, em outras há ambientes harmoniosos e mais abertos aos LGBTs. Tanto é verdade que existe até uma cidade considerada a “capital gay do Oriente Médio”. Qual cidade é essa? Se você chutou Tel Aviv, acertou!

A segunda maior cidade de Israel é um dos destinos mais procurados pelos turistas LGBT no Oriente Médio e no mundo. O site Gaycities já até classificou Tel Aviv como a melhor cidade para turismo gay do planeta. E esse título não veio por acas! É lá onde está a vida gay mais vibrante de toda aquela região geográfica.

Pode até soar estranho pensar em Tel Aviv como um destino gay, já que a imagem do país está muito atrelada a conflitos e a tendências conservadoras. Mas, acredite, Tel Aviv é uma exceção, é um local animado e com uma vida noturna que é referência em todo o mundo. O ar liberal que paira sobre a cidade é reforçado pela realização anual da Parada do Orgulho Gay. A primeira edição foi organizada em 1993 e, hoje, é ela uma das maiores do mundo.

Junho é o período de maior ferveção por lá! Além da Parada do Orgulho Gay ser realizada nesse mês, essa também é a época em que o Festival Internacional de Filmes LGBT é realizado na cidade. Para completar, em junho o verão está a todo vapor, oportunidade perfeita para curtir as praias mediterrâneas de Tel Aviv.

Diferentemente de Dubai, o cenário gay de Tel Aviv não tem nada de discreto. Ele conta até com o apoio do governo de Israel. O Ministério do Turismo do país é parceiro na campanha municipal intitulada Tel Aviv Gay Vibe. O objetivo da ação é fortalecer essa imagem gay friendly da cidade com o intuito de atrair mais turistas LGBTs. Eles até afirmam que casos de homofobia em Tel Aviv são raros, o que faz dela um destino muito seguro.

Assim como outros países do Oriente Médio, Israel também já teve leis que condenavam práticas homossexuais. Em 1998, essas normas foram abolidas do código penal. O avanço do país nesse sentido começou em 1993, quando foi reconhecida a união civil entre pessoas do mesmo sexo. No mesmo ano, o exército de Israel passou a admitir o ingresso de homossexuais. Algum tempo mais tarde, em 2006, o pais legalizou o casamento entre pessoas do mesmo gênero. Legal, né?

Teve alguma experiência interessante no Oriente Médio? Compartilhe conosco nos comentários.

About The Author

Formada em desenho de moda e em filosofia, Bruna Filler resolveu largar a vida de empresaria e fazer escolhas que para ela tinham sentido. A primeira delas foi criar esse blog de cultura e viagens, viciada em turismo já visitou mais de 80 países e sonha em ser a primeira brasileira a conhecer o mundo todo. Quando não esta viajando se dedica as artes e a filosofia.

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