Roteiro da maconha: Quais são os melhores destinos para o turismo canábico

A maconha ainda é um tabu no Brasil. Já em outras partes do mundo, ela foi descriminalizada e o seu uso recreativo permitido. Alguns países até permitem a comercialização de certas quantidades da erva sem grandes problemas, bastando a apresentação de um documento de identidade.

A flexibilização nas leis desses destinos atrai milhares de pessoas para o turismo canábico. O roteiro da maconha inclui países com regras diferentes quanto à compra e o consumo da droga. Na Holanda, por exemplo, os estrangeiros podem adquiri-las em cafeterias. Já no Uruguai, a venda para turistas é proibida.

Quer saber mais detalhes sobre o roteiro da maconha? Então confira as informações que separamos sobre alguns países onde existe turismo canábico.

Holanda

Quando o assunto é roteiro da maconha, o primeiro lugar que nos vem à mente é Amsterdã. E não é à toa! A Holanda é pioneira no turismo canábico na Europa. A permissão para a comercialização da erva na capital atrai milhares de turistas de todas as partes do mundo. Dados revelam que um terço dos estrangeiros visitam Amsterdã por causa dos cofeeshops.

É apenas nessas cafeterias onde a maconha pode ser comprada. No entanto, existem regras e limites para a venda. Desde 1980, o país exige que os cofeeshops sigam algumas regras para atuarem dentro da lei. Eles não podem, por exemplo, vender para menores de 18 anos ou fornecer mais de cinco gramas por pessoa.

A fiscalização na Holanda costuma ser rígida. Quem portar mais que cinco gramas corre o risco de ser preso caso flagrado pela polícia. Vale frisar ainda que em outras regiões do país a permissão para comercialização e o uso recreativo da maconha pode ser mais estrito. Amsterdã é mesmo a melhor cidade do país para o turismo canábico.

Espanha

A Espanha é uma novidade no roteiro da maconha. Há quem acredite que o país tem potencial para se tornar uma nova Holanda. Essa fama é fruto da flexibilização das normas na região Basca, onde fica Barcelona. Desde 2011, a legislação permite o fumo em ambientes fechados, o que abriu brecha para a criação dos “clubes da cannabis”.

Apenas cidadãos que plantam para o consumo próprio, maiores de 21 anos, podem fazer parte desses grupos. Eles devem funcionar apenas como pontos de encontro para o uso recreativo da droga, sem qualquer fim lucrativo, uma vez que na Espanha a produção e a comercialização da maconha são proibidas. Além disso, o consumo em locais abertos é considerado uma prática ilegal. Portanto, é preciso cautela!

Jamaica

O roteiro da maconha também não poderia deixar de incluir a Jamaica. A imagem do país caribenho costuma ser, frequentemente, relacionada à erva. O cantor jamaicano Bob Marley é, certamente, um dos responsáveis por isso. Embora a Jamaica pareça ser totalmente liberal em relação à cannabis, a realidade não é bem essa.

A ganja, como é chamada a maconha no país, não pode ser comercializada. As leis permitem que cada cidadão plante até cinco pés da erva. Em relação ao porte, é considerado legal o limite de 56 gramas. Antes de 2015, somente os rastafáris, grupo religioso jamaicano, podiam cultivar a maconha.

Embora proibido, é relativamente fácil comprar cannabis pelas ruas de Kingston, capital do país. No museu Bob Marley, por exemplo, existe um espaço onde o uso recreativo da droga é tolerado. É como se ninguém estivesse vendo, ou sentido, nada.

Uruguai

O turismo canábico também costuma ser relacionado ao Uruguai, desde que o país sul-americano descriminalizou a produção e a venda da erva. No entanto, essa associação é fortemente refutada pelas autoridades uruguaias. Elas afirmam que a comercialização é permitida apenas para os residentes no país, sendo proibida a venda para os turistas.

Os cidadãos têm direito a comprar até dez gramas de cannabis por semana. Outra regra é que apenas farmácias autorizadas podem vendê-la. De acordo com o governo, os hotéis pegos promovendo o turismo da maconha aos estrangeiros serão severamente punidos.

Os turistas, no entanto, têm autorização para fumar cannabis em espaços abertos. Em locais fechados, o uso tanto da maconha quanto do tabaco é proibido. Ah, e se você estiver passando por Montevideo, não deixe de conhecer o Museo del Cannabis. Ele é o primeiro do Hemisfério Sul especializado no mundo da verdinha.

Estados Unidos

Embora em âmbito nacional a produção e a venda da maconha seja ilegal, diversos estados norte-americanos têm regras flexíveis sobre o assunto. Em oito deles, o uso medicinal e recreativo da droga é descriminalizado. São eles: Alasca, Washington, Oregon, Nevada, Maine, Massachusetts, Califórnia e Colorado.

Desde 1996, a Califórnia já permitia o uso da cannabis para fins medicinais e terapêuticos. Bastava ter uma receita para poder comprar alguns gramas da erva. Em Los Angeles mesmo, era possível comprar a droga na praia. A novidade é que, desde o começo de 2018, a venda para o uso recreativo também se tornou legal.

Para experienciar o turismo canábico em terras californianas é preciso apresentar um documento oficial com foto e ter mais de 21 anos. Além de estrangeiros, a liberalização também tem atraído os cidadãos de outros estados americanos onde a comercialização para fins recreativo ainda é proibida.

O Colorado é outro exemplo de estado presente no roteiro da maconha. Apesar de os turistas poderem comprar quantidades limitadas da droga, o consumo em ambientes públicos é considerado ilegal. Por esse motivo, existem pousadas em regiões afastadas dos centros urbanos onde é possível fumar sem qualquer preocupação. Ah, para chegar até esses locais é preciso contratar o serviço de vans especializadas, já que não se pode dirigir sob o efeito da cannabis.

Caso esteja pensando em fazer turismo canábico pelos Estados Unidos, prepare o bolso. O preço do grama da maconha costuma ser alto em locais oficializados, ou seja, aqueles com licença para atuar no ramo.

Você tem alguma informação extra sobre o turismo canábico nesses ou em outros países? Compartilhe conosco nos comentários!

Ganja ! 🙂

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