Intercâmbio – quais critérios devemos levar em conta na hora de escolher o país?

Estados Unidos, Alemanha, Argentina, Canadá, México, França, África do Sul, Chile, Reino Unido…as opções de países para se fazer intercâmbio são inúmeras. Hoje, são diversos os destinos oferecidos pelas agências de intercâmbio. Isso porque os brasileiros estão cada vez mais interessados em ter a experiência de viver por algum tempo no exterior e ter contato com outra cultura. Existem ainda variados programas de intercâmbio, cada um deles com um foco diferente.

No geral, os países de língua inglesa costumam ser o principais destinos de quem faz intercâmbio. Não é por acaso que os Estados Unidos, o Canadá e a Inglaterra lideram o ranking de países mais buscados por brasileiros. Com tantas opções, quais critérios devemos levar em conta na hora de escolher o destino para o intercâmbio? Nós contamos para vocês:

Objetivo: por que eu quero fazer intercâmbio?

A primeira pergunta que você precisa se fazer é sobre o intuito do intercâmbio. Você quer aprender um idioma do zero? Você quer aperfeiçoar suas habilidades em um idioma? Você quer fazer uma especialização ou uma pós-graduação? Você quer fazer trabalho voluntário? Você quer conhecer uma cultura totalmente diferente da sua? Você quer trabalhar e estudar? Você quer trabalhar e viajar muito? Você quer desenvolver alguma habilidade artística ou esportiva?
Para ter isso claro, é importante também ter consciência sobre como o intercâmbio poderá beneficiar o seu futuro profissional e pessoal. Quando definir qual é o seu objetivo, você vai poder encontrar os programas de intercâmbio compatíveis com a sua intenção e avaliá-los. Isso também vai restringir o número de países para os quais você poderá ir.

Orçamento: quanto tenho para investir?

Muita gente pensa que para fazer um intercâmbio é preciso gastar rios de dinheiro. Na realidade, existem várias possibilidades de valores. Tudo vai depender do tipo de intercâmbio que você deseja fazer, do tempo que pretende ficar no exterior, do custo de vida do país escolhido e, claro, do estilo de vida que você optar por levar lá fora.
Para saber se você vai conseguir ir para o seu país dos sonhos ou se vai precisar escolher um outro só há uma solução: sentar e colocar todos os custos na ponta do lápis. Caso o seu orçamento não te permita ir para onde você deseja, não fique triste! Seja flexível e esteja aberto a novas possibilidades.

Lembre-se de que o valor da passagem e o câmbio são fatores importantíssimos no quesito orçamento. Quanto mais longe você for, mais cara será a passagem! Se decidir ir para a zona do euro, para a Suíça ou para o Reino Unido, tenha em mente de que vai precisar desembolsar muitos reais pra comprar a moeda usada nesses destinos.
Quem quer fazer intercâmbio para aprender inglês, por exemplo, pode encontrar alternativas mais econômicas do que os Estados Unidos, Nova Zelândia, Austrália ou Inglaterra. O Canadá e a África do Sul são opções mais baratas com excelente estrutura para receber estrangeiros dispostos a desenvolver o idioma.

Visto: vou precisar de um?

Dependendo da finalidade do intercâmbio e do tempo de estadia, é preciso solicitar um visto para entrar no país. Alguns destinos têm processos bem burocráticos e caros para a obtenção do visto, principalmente quando se trata de visto para trabalho. Por isso, esse fator deve ser um critério a ser levado em conta.
Quem quiser ir estudar nos Estados Unidos não vai encontrar muitos obstáculos para conseguir o visto. Porém, a permissão será exclusiva para isso e o intercambista não vai poder exercer qualquer tipo de atividade remunerada. Para quem deseja fazer um intercâmbio de trabalho no Estados Unidos, uma opção são os programas de working travel. Eles são voltados para estudantes de graduação e duram, geralmente, até três meses. Nesses casos, você pode trabalhar em parques de diversão, como na Disney, ou em hotéis e pousadas.
Unir trabalho e estudo é possível, por exemplo, na Irlanda. Por esse motivo, o país tem se tornado um destino recorrente dos intercambistas brasileiros. Além disso, os preços dos cursos de inglês oferecidos lá costumam ser atrativos.

Idioma: qual língua eu quero falar?

O seu objetivo é fazer um intercâmbio para aprender ou desenvolver um idioma? Então, você deve definir qual idioma é esse. Os cursos de inglês são os mais procurados pelos brasileiros. Mas, por razões profissionais ou pessoais, também tem muita gente querendo se aventurar por outras línguas, como o espanhol, o francês, o alemão e o mandarim.
Se você estiver indo fazer um intercâmbio por algum outro motivo que não seja fazer um curso de idioma, a pergunta “qual língua eu quero falar?” também é muito importante. Afinal, no dia a dia você vai precisar se comunicar com os nativos.

Adaptação: qual país combina comigo?

Esse é o último critério para se levar em conta na hora de escolher o país do intercâmbio, mas não é o menos importante. É preciso ter em mente o tipo de vida que você leva no Brasil e o quão próximo ou distante disso você quer vivenciar no exterior.
Você preferiria ter uma experiência mais confortável ou descobrir uma cultura totalmente diferente da sua, onde você precisaria, talvez, abrir mão de certas coisas? Responder essa questão e analisar os países para onde se quer ir é uma forma de evitar problemas de adaptação em seu novo lar.

Pense em todos esses critérios antes de bater o martelo e já ir fazendo as malas para o país escolhido. Essas sugestões vão te ajudar a evitar decepções e arrependimentos. Afinal, o desejado intercâmbio precisa ser uma experiência enriquecedora e positivamente inesquecível.

Você ainda precisa de alguma ajuda para decidir onde fazer o seu intercâmbio? Deixe a sua pergunta aqui nos comentários! Ah, e se você já definiu o seu destino, conte para onde você vai.

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