Gostosolândia existe e eu já fui para lá…

Bem cansada, depois de um mochilão de mais de 1 mês pelo oriente médio, passando por restrições culturais apenas pelo fato de ser mulher,  sem companhia, sem sexo, sem álcool, não via a hora de sentar em uma mesa de bar,  tomar um ou dois drinks e conhecer alguns rapazes, afinal, viajar sozinha é auto conhecedor, paquerar faz parte de qualquer trip, porém as regras de segurança para uma mulher que viaja sozinha nos países de cultura mulçumana são :  não beber e não conversar com homens desconhecidos.

Finalmente atravessei o deserto e cheguei na terra prometida, assim que se pisei em Tel Aviv, senti a diferença, um oásis moderno, no meio do oriente. Ao entrar em um  balneário agitado cheio de jovens ávidos pela vida me encantei perdidamente e entrei no clima da cidade. Os israelenses me passaram a sensação de que a guerra tinha acabado ontem e aqueles eram os dias para se comemorar. Foi assim que eu entendi e me diverti tanto nesse polêmico destino. Me permiti viver na adrenalina histórica do local.

Bares e baladas não faltam, a vida noturna é realmente agitada, eu como não nego nenhuma agitação, passei 5 dias indo de festa em festa com as pessoas que conheci no hostel. Surpreendentemente os locais da cidade são bem variados e vão desde luais na frente da praia, tipo mauricinho camisa polo até bares clandestinos sujos com musica alternativa. Confesso que parte da minha sensação de frenesi e adrenalina vem por conta dos conflitos religiosos e territoriais que a cidade enfrenta, como turista eu senti essa tensão.

De dia, ficava na praia, ali largada, curando a ressaca, lendo bobagem e admirando a boa saúde daquelas pessoas e o alto astral dos israelenses, outro ponto forte da cidade.

Nesse tempo entre os hebreus cheguei a uma conclusão polêmica : a ideia de exército como obrigação é horrível, qualquer coisa que restrinja a liberdade de escolha de um jovem deve ser repensada, considero massacrante e pesada.

Ver jovens carregando submetralhadoras nas ruas é aterrorizante e eticamente impensável. Mas essa é apenas a minha opinião sobre liberdade e não estou aqui argumentando sobre o todo o lance de defesa da pátria etc e tal…

Com a profundidade que me permito como observadora, apenas opino que  fisicamente esse exercito faz um bem danado para a população, olhando aquela pessoas na praia, aqueles corpos. Todo mundo é gostoso na gostosolândia, vulga Tel Aviv. Os anos que os jovens passam no serviço militar tá valendo pelo menos para exibir uns tanquinhos sarados na praia.

Viajar a Tel Aviv é viver um pouco do conflito que o país enfrenta, entre a luxuria de belos corpos, a empolgação das festas,  as praia e a culturas ricas e maravilhosas estão misturadas com a  religiosidade extrema  e a tenção social. Viver essa experiência foi empolgante. Eu adorei.

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